quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Aveiro, até que enfim!

Hoje estou saudosista... Escrevi no post abaixo sobre uma das histórias acontecidas na Itália. Agora, depois de algumas horas, me lembrei que esqueci, completamente, de escrever algo sobre nossa visita à Aveiro! Como assim, esquecer de escrever sobre Aveiro? Pois é, aconteceu...


Mas, há sempre tempo e, ainda aqui com a memória fresquinha (ou quase...) quero deixar algumas impressões sobre esta cidade linda!

Rias em Aveiro
Nossa primeira visita (depois de algum tempo voltamos com a Re e o Varlei) se deu por conta do encontro da Cláudia e da Adriana (que ainda estava por estas bandas) com a Profa. Idália (sobre isso, a Cláudia publicou neste blog). Chegamos, nos instalamos e fomos dar uma volta. Nosso hotel estava bem no centro, ao lado do mercado central (de peixe), a um quarteirão da ria principal e a dois de excelentes restaurantes. Melhor, impossível! E, ainda por cima, era limpinho e relativamente barato.

A cidade é muito charmosa: seu centro histórico é cortado por rias, formando um cenário único, preenchido pelos barcos típicos da região, os moliceiros, que hoje só têm o trabalho de levar turistas para admirarem seus encantos. Não é à toa que chamam Aveiro de a "Veneza portuguesa". Junto à ligação com o mar, criada artficialmente pelo homem, surge um estuário riquíssimo em fauna e flora. Dali, devido ao canal "estreito", também se pode admirar o movimento das águas durante a evolução das marés. Impressionante!


Não bastasse tudo isso, Aveiro é o berço dos famosos Ovos Moles (um doce à base de... que é envolvido por uma massa fina) que são a perdição de muitas pessoas. E cabe, ainda, menção mais que honrosa à Ílhavo, cidade vizinha, cujo museu marítimo conta algumas das histórias dos pescadores de bacalhau (a região é uma das principais), e também ao conjunto arquitetônico de Costa Nova do Prado, que têm em suas casas com listras nas fachadas, um dos mais pitorescos cenários urbanos do país.


As casas listradas em Costa Nova do Prado





Enfim, depois disso, estou com a consciência quase leve...


Beijos

É tanta criatividade!

Já falamos sobre nosso período na Itália algumas vezes neste blog, mas foram tantas as histórias! Acabamos esquecendo de publicar algumas boas. C'est la vie... Mas, ontem lembrei-me de uma. Vamos a ela:

Estávamos, eu e meu amor, em viagem pelo país da bota, nos meses de verão. Havíamos desfrutado da hospitalidade (e que hospitalidade!) de nossos amigos, que abriram sua casa para nós (loucos?!). Tranquilos, nos encaminhávamos para outra cidade - Bari - para o encontro que a Cláudia teria com o Prof. Ponzio. O meio para o deslocamento: avião. Razões: o custo total era mais baixo; a casa de nossos amigos fica ao lado do aeroporto de Bergamo. Decisão fácil...

Aqui na Europa, as companhias aéreas "low-cost" (de baixo custo) são uma febre - o que deverá acontecer no Brasil em pouco tempo. E, claro, nós iríamos em uma delas, a Ryanair. Para utilizá-las, é necessário certo cuidado e atenção, pois, sendo a margem de lucro apertada, imaginem o que fazem para ganhar dinheiro!? Cobram pela bagagem (de graça só uma malinha de mão, e de até 10Kg), pelo lanchinho, vendem quinquilharias durante o voo, vendem prioridade na fila (não há assento marcado - é de quem chegar primeiro). Enfim, é o preço que se paga (literalmente). Digo tudo isso, para que entendam o que se passou abaixo.

Aguardávamos nossa vez de despachar a mala, no saguão do aeroporto, totalmente lotado. Quando na fila à nossa esquerda:


- Próximo por favor - diz o atendente.

- Esta é minha mala, disse a passageira.

- Ela excede o tamanho e o peso permitido. A senhora tem de pagar para levá-la.

- Como assim? Ninguém avisou nada.

- Está tudo no site, onde a senhora comprou a passagem.

- Eu não li nada.


Sem querer perder tempo, e já mais que acostumado com a situação, ele lança:
- Senhora, é simples: quer levar a mala, pague. Caso contrário, não leva. Próximo da fila, por favor!
Aí, ela entrou em desespero. Não só pela situação, mas pelo valor cobrado (mais caro que a passagem). Cedendo seu lugar na fila, pois fora empurrada por outra pessoa da cia (os funcionários desta cia - Ryanair - são menos simpáticos que de outras), começou a tagarelar sozinha, ao lado do balcão. Não sei o que se passou, mas, como se uma "luz" caísse sobre ela, se calou, abaixou e...
Depois de se abaixar, perdemos ela de vista. O salão de check-in estava abarrotado, e ainda haviam várias pessoas entre nós. Algum tempo se passou, e nossa fila andando. Era quase nossa vez, quando, do meio da multidão ao lado, surge um ser gigante de gordo! Uma pera ambulante! Era nossa protagonista, exibindo sua estratégia: ela abriu a mala, pegou todas as roupas, e vestiu-as!!! Ficou imensa!
Aí, vocês perguntariam: deu certo? E, nós, responderíamos: sim, deu!! Não há nada nas regras da Ryanair que não permita isso. Ou seja, tiveram de engolir esta estratégia sui generis! Eu e Cláudia nos olhamos e mal contemos a risada (na realidade rimos mesmo...). Mas ela resolveu seu problema, é isso que interessava...


Ela ficou parecida com isso:

fonte: notícias r7 (este link, acessado em 28.out.2010)





Depois dessa, compramos uma balança. Não gosto de me fantasiar de pera todas as vezes que viajo...






Beijo

domingo, 24 de outubro de 2010

Santiago - o retorno

Não sei se já contamos, mas, de qualquer forma, vale a pena re-re-recontar...

Como bem sabem (ou deveriam saber...) nos é muito grata a recordação da peregrinação que fizemos à Santiago de Compostela. Pelo caminho, pela beleza, pelas diversidades, pela experiência, pela aula de vida que vivenciamos. E, para nossa felicidade, quando da visita da Re e do Varlei, tivemos o privilégio de refazer o trajeto, só que de carro. Não foi exatamente o mesmo, uma vez que o carro não entra em trechos que se anda a pé (é óbvio!!) e, além disso, não era esse o principal motivo da viagem. Porém, valeu demais!


O reencontro com os lugares onde estivemos, em condições totalmente diferentes, foi emocionante! Conseguimos, inclusive, passar em alguns trechos com o carro que havíamos feito a pé. Em determinado ponto, estacionamos o carro à mesma sombra que havíamos descansado durante a peregrinação. Dormimos na mesma cidade (Ponte de Lima). Entramos em Santiago pela mesma porta que utilizamos quando a pé - só aconteceu porque nos perdemos (destino?). Almoçamos no mesmo restaurante que comemos quando chegamos à Valença do Minho - depois, descobrimos que usamos a mesma mesa! Enfim, foi muito gostoso este reencontro...

Beijos

sábado, 16 de outubro de 2010

Estágio

Como sabem, estamos com familiares em casa: a Re o Varlei e o JP. Ontem, demos um descanso para os dois (Re e Varlei) e ficamos o dia todo com o pequeno. Na realidade, este foi o 2º dia que ficamos com ele o dia todo... Foi praticamente um curso intensivo para pais... Mas, com uma criança destas, tudo fica mais fácil. O video abaixo explica (só um pouquinho) o porquê...

Beijos


domingo, 10 de outubro de 2010

Um sandwiche de gente

O Hostel Ferreira & Guerra informa: são bem-vindos todos aqueles que quiserem se lançar a este lado do mar... Assim o fizeram Renata, Varlei e o pimpolho JP, e, no "intermezzo" da rodada deles por outras bandas, recebemos a Camila o Thiago e o herdeiro(a) que está no stand by... É sensacional estar com a família e os amigos!

Numa das voltas que demos, com a Camila e o Thiago, estávamos tentando achar um restaurante que merecia o repeteco (a Fer e o Doug que o digam...): beira de estrada, quase escondido, mas com um "coração" de mãe! E cozinha de vó! Muito bom mesmo! Tanto fizemos que o encontramos. Já eram quase 16h e, por isso, havia dúvida se estaria aberto. Estacionamos, descemos e vimos a porta aberta. Oba! gritaria o mais desavisado... Mas, ao entrar fomos informados que não estava funcionando... Só depois das 19h. Essa, vamos ficar devendo aos dois... Mas, quem sabe um dia.
Porém, não esmorecemos! Nunca! Fomos em busca do lugar que o pessoal daquele que estava aberto, mas não funcionava, indicou. Encontramos facilmente. E ainda estava funcionando! Comida boa, garçom (ou garçon?) simpático, até o dono veio falar conosco. Há algum tempo, tiveram um funcionário brasilieiro e lá chegam vários clientes também do Brasil. Enfim, estávamos em casa... Pouco antes da chegada dos pratos, entretanto, reparamos que ao nosso lado havia uma adega ENORME! Era a "menina dos olhos" do dono do lugar. O garçom, notando nosso entusiasmo, acendeu as luzes e, após alguns segundos, abiru a porta:

- Podem entrar!
- Tá brincando?! Podemos mesmo?
- Sim, é claro.

A seleção era praticamente de Portugal, não fosse um detalhe: duas garrafas de Rio Sol (um bom vinho brasileiro). E, acreditem ou não, nem o garçom, nem o dono, sabiam que aquelas garrafas eram brasileiras!! Até teimaram com o Thiago, que os acompanhou para dentro da adega para mostrar. Depois de constatarem que realmente eram brasileiras, desfiaram um carretel de desculpas sobre como poderiam ter aparecido por ali...Foi engraçado... A melhor delas foi sobre um amigo que mora no Brasil e vive trazendo novidades... Enfim, cada um guarda aquilo que quer (o problema é que só vai contar aos outros, mais desavisados, o que quer também...).
Dentro de tantas garrafas que lá estavam, algumas saltaram aos olhos: uma coleção de vinho do porto com mais de 100 anos! É isso aí! Mais de 100 anos. A mais antiga (que eu vi) era de 1863!! Incrível! Perguntei ao dono se ainda dava para beber. Ele, no melhor estilo europeu, disse: só abrindo. Que vontade de pedir para abrir... Mas, me contive. Não queria outra resposta europeia...

Beijos

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A lenda


Estamos há mais de 8 meses nestas terras e, até agora, não falamos de um dos símbolos lusitanos. E vocês, deste lado daí, nem notaram... Ou não quiseram nos preocupar com o fato óbvio: escrever sobre o bacalhau!



A pergunta não cala: afinal, bacalhau tem cabeça?! A resposta é surpreendente!

Mas, antes, devo avisar que este texto tem como base nossa experiência gastronômica local e, também, a visita ao museu marítimo de Ílhavo (vale a visita), além duma apresentação sobre o assunto criada por Ney Deluiz (não o conheço...), que meu tio Dario (sem acento na escrita, porém com acento na pronúncia...) nos enviou por email. Portanto, diria eu que em parte das fontes é possível confiar. Na outra, acho que também...

Voltemos. Sim, o bacalhau não só possui cabeça, como possui várias! Explico: existem vários tipos de bacalhau - segundo os entendidos existem 5 espécies! Incrível não!? E nunca havíamos visto a cara deles... Já havia virado "lenda urbana"...

Mas para chegar a isso, antes foi preciso pescá-los. E aí podemos entrar, mesmo que de "raspão", numa das mais bonitas histórias que eu conheci, a dos pescadores.

Os pescadores portugueses lançavam-se aos mares gélidos da Groenlândia e adjacências, chegando até à costa do Canadá (Noruega era fácil demais...) em embarcações que fariam os Grael pensarem 2 vezes antes de subir a bordo. As condições eram MUITO precárias. O navio se dirigia até o ponto escolhido e lançava os pescadores, cada qual num barquinho de 5 metros de comprimento (chamados Dóris), que se distanciavam à procura do bacalhau, e só voltavam cheios. Puxavam os peixes na linha, nada de rede! E, para aqueles que só andam com ar-condicionado do carro ligado, acham que consultavam a previsão do tempo antes de partirem nos seus "botes"?! Muitos não voltavam... Foram anônimos que, pelas condições e por aquilo que representam ao país, são heróis!


O museu marítimo que citei acima é uma contribuição singela à sua memória (acharão bastante informações lá). E preciso citar outro detalhe que contribui para o drama da história: não bastasse as condições de trabalho, em determinada época eles foram explorados até a última gota - sobre isso, transcrevo trecho escrito por Álvaro Garrido (veja a íntegra aqui)

"Com a criação do GANPB, a 23 de Novembro de 1935, velhos
hábitos mudaram. Depois de muitas gerações partirem para os mares da Terra Nova
e da Gronelândia, sempre ansiosos, mas com a confiança de que passariam os
longos meses de campanha no navio a que estavam habituados, entre conhecidos e
sob a orientação de um capitão que, em muitos casos, os tinha escolhido
pessoalmente para a sua tripulação, as regras alteravam-se para essa
campanha."

Enfim, uma história bonita demais.

Aos vencedores, os bacalhaus!!
Beijos

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Alguma coisa pra contar?

São muitas histórias... Muitas não!? Inúmeras!!
Imaginem que no dia 22 recebemos três hóspedes-visitantes que ficarão por 30 dias. Isso mesmo, 30 dias! São minha irmã Renata, o cunhado Varlei e nosso sobinho, João Pedro. Entretanto, quando eles decidiram viajar e fecharam a data, já tínhamos previsto receber entre os dias 02 ao dia 07 de outubro um casal de amigos - o Thiago e a Camila - que viriam de São Paulo para ficar conosco uns dias e... tivemos que "despachar" a família pra outro canto enquanto trocávamos as roupas de cama e banho.
Ufa!
Nestes 14 dias, foram muitas as histórias e as aventuras que vivemos em Lisboa, Carcavelos, Oeiras, Cascais, Ponte de Lima, Valença, Santiago de Compostela, La Coruña, Tomar, Óbidos, Sintra, Fátima...
São jeitos, gostos, interesses, vontades que nos fazem curtir estes momentos junto de gente que a gente conhece.
Estamos nos organizando com fotos, vídeos e muitas histórias, MAS MUITAS MESMO!, para partilhar com vocês!
Aguardem!!
Bjs, Claudinha

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Quanto vale uma imagem?

Confesso que estou com preguiça de escrever. Porém, por outro lado, estou com dor na consciência de não dividir com vocês nossas histórias... Sim, porque elas estão acontecendo com MUITO mais frenquencia do que as de postagens deste blog... Assim, achei uma maneira simples e rápida de dividir nossas últimas aventuras (e diminuir minha "culpa"): enviar uns videozinhos e apresentações. Genial, não!? Pois é... Espero que se divirtam.

Beijos



Ah! tem outro: as traquinagens do João Pedro.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Tardo, mas não falho...

Como devem lembrar (não faz tantos posts assim), participei do confronto entre Portugal e Bósnia da Davis Cup. Acabou neste último domingo com a vitória de Portugal (3x2), de forma tranquila até...

Quadra central do Jamor


Para quem não sabe, a Davis é o que o tênis tem de mais parecido com o futebol: a torcida é pelo país, e não pelo jogador, então imagine como ficam as arquibancadas! Se nunca foi a uma partida dessas, vá. E se depois disso realmente não gostar de tênis, então o problema é seu! Foi sensacional estar dentro da quadra. Dá para sentir a torcida empurrando o jogador, dá para sentir o frio na barriga, o nervosismo. Foi impressionante! Para quem joga, então, é um Nirvana! Não tem preço!



Foram 3 dias intensos: o primeiro jogo durou 5:15. Isso mesmo: cinco horas e quinze minutos!! (Mais alguns minutos e passaria a final de Federer e Nadal em Wimbledon que durou pouco mais de 5:30). O segundo jogo do dia durou pouco mais de 3h. Ou seja, ficamos um tempão trabalhando! Coitado do juíz de cadeira, que tem de ficar o tempo todo sentadinho... Nós, juízes de linha, alternamos de 45 em 45 minutos com outra equipe (ainda bem...). No segundo dia, seguindo o cronograma de todos os confrontos da Taça Davis, é a vez do jogo de duplas. E lá fomos nós... Mas, foi rápido: 2:30 (hehehe). Portugal abriu 2x1 na Bósnia, e dependia somente de uma vitória no dia seguinte, quando aconteceriam os dois últimos confrontos. Pois bem, no último dia nossa tarefa foi facilitada, já que Portugal venceu logo no primeiro confronto. Mesmo assim, como rezam as regras da Davis, joga-se o último, porém, as equipes optam pelos jogadores reservas e, ao invés de ser melhor de 5 sets, é melhor de 3 sets. Fomos mais cedo para casa!

Porém, assim eu pensava, quando meu amigo Luís Santos, também juíz de linha, chegou e me perguntou:

- Quer apitar um jogo exibição?
- Como assim?
- Acabo de ser convidado para apitar um jogo exibição e preciso levar alguns para ir comigo. Queres ir?
- Hoje?
- Sim, logo mais às 19h
- Ok, fechado.

E lá fui eu, sem saber nem onde seria o evento, ou melhor, sem saber nada, a não ser que tratava-se de um jogo de exibição...

Quando chegamos é que vi o tamanho da "encrenca"! Estávamos num evento empresarial d'uma marca de cosméticos (Oriflame), cheio de "quere-que-quê", garçons pra tudo que é lado, comida à vontade, e jogo de tênis rolando solto. Tratava-se de um "campeonato interno" de duplas, onde os vencedores teriam como prêmio jogar com duas jogadores profissionais. Bacana, né? Eu achei também. Aí seguiu-se:

- Luís, quanta pompa, não?

- Você não viu nada. Tá vendo aquela mesa ali?

- Quanta gente em volta? O que é?

- Pois é. As tenistas profissionais estão ali. ´

- Mas precisa de tudo isso?

- São a Wosniacki e a Jankovic

- Ah! Precisa sim, é claro - disse eu.

Para quem não as conhece, apresentá-las-ei: Wosniacki (Caroline) é a atual nº 2 do mundo e a Jankovic (Jelena) é ex nº1 do mundo. Entenderam? Preciso explicar mais alguma coisa?

Da esquerda para a direita: Wosniacki, Luís, Ana, Eu, Jankovic

Depois, soube que a Oriflame (empresa dona do evento) é um dos maiores patrocinadores da WTA (associação feminina, o mesmo que a ATP para o masculino) e, por isso, elas estavam ali. Um detalhe importante é que NINGUÉM sabia que elas estavam ali, a não ser quem estava ali (é claro!!!). Ninguém mais. Nem o alto comissariado da ITF (federação internacional de tênis), que estava a menos de 10km do evento, sabia disso! Sensacional, não? Também achei... A exibição não era bem exibição... Foi um jogo de duplas, com uma delas de cada lado e os vencedores do campeonto compondo a dupla. Nem precisou de mim e da Ana, que fomos lá para ajudar, e acabamos só assistindo. A Ana, cara-de-pau, ainda pegou uma bolinha e foi pedir autógrafo para as duas. E conseguiu!

Como já dissemos: acontece cada uma conosco desse lado do mar...

Beijos

sábado, 18 de setembro de 2010

Extra! Extra!

Eu e Fabio estávamos, desde o início, com muitas dúvidas se deveríamos ou não publicar este assunto no blog.
Decidimos fazê-lo, porém antes apontando algumas ressalvas. Estas referem-se ao jeito de pensar português.
Convivendo com os lusitanos, observamos que, de fato, o modo de pensar é mesmo diferente do nosso, brasileiros. O povo português é literal na interpretação dos assuntos variados (em particular aqueles que pressupõem duplo sentido), na tradução de verbetes e expressões de outra língua, na orientação no trânsito, em comunicados de interesse geral à população, nas propagandas etc.
Pra muitas coisas passamos a concordar com eles, por mais absurdo que possa parecer para a nossa lógica brasileira.
E com isto, aprendemos a respeitar o jeito lusitano de pensar.
Entretanto... há algo que, conversando com nosso amigo português, o André, de fato os portugueses ainda têm muito o que aprender: as propagandas.
Decidimos partilhar com vocês algumas imagens e ideias que circulam pelas ruas de Lisboa.

Slogan do Aeroporto Internacional de Lisboa...

Outdoor com propaganda de desodorante...

Propaganda no jornal de uma agência de turismo...


E, a divulgação em um supermercado, do horário de funcionamento (fica uma placa no lado de fora do estabelecimento):


E, uma curiosidade interessante (ou seria uma interessante curiosidade) em muitas placas espalhadas pelas ruas:

Placa em rua da freguesia de Carcavelos
São jeito de pensar. Diferentes.
Bjs

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Quem sumiu?

Algumas pessoas - umas poucas, pra falar a verdade - nos perguntaram nestas últimas duas semanas sobre o nosso "silêncio" no blog.
Por causa da pergunta, parei para pensar e pensando, cheguei a algumas razões e resolvi partilhá-las vocês.
Uma delas é que já estamos com frio na barriga porque falta 'pouco tempo' para irmos embora e estamos ainda mais imersos nos acontecimentos de nosso dia a dia nestas terras lusitanas.
Outra é que não estamos recebendo emails nem comentários no blog e ficamos nos perguntando: 'o que será que acharam desta história?', 'será que alguém leu?', 'fulano ia gostar de ler isto...' Mas, temos ficado sem saber... POR FAVOR, enviem emails, posts no blog, carta, cartão postal, telegrama e até sinal de fumaça pra dizer que não esqueceram da gente!!!!
Ainda outra razão é que recebemos a grata surpresa há uns 15 dias atrás ao chegar o cartão de residência do Fabio (aquele que levamos meses e meses para conseguir oficializar o pedido junto à SEF, lembram-se?), de que ele tem autorização para trabalhar. Descobrimos que houve uma mudança na legislação e as pessoas que se enquadram no 'reagrupamento familiar', podem trabalhar. Imaginem saber disto agora, faltando 4 meses pra irmos embora... Ele enviou CV para alguns lugares - na verdade pra vários - e teve duas experiências de algumas horas, que deixarei pra ele mesmo contar.
E, por fim, uma última razão é que agora começo, de fato, a escrever a tese. Até agora estudei muito, escrevi artigos, participei de eventos, me encontrei com muitos professores e estudei-escrevendo. É chegada a hora de dar 'cara de tese' a tudo o que produzi... Outro frio na barriga.
No mais, estamos na expectativa de chegada de nossos próximos hóspedes.
Sim! Teremos hóspedes em breve!!
Daremos notícias.
Bjs

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Do you speak...?

Eu e Fabio quando saímos do Brasil, havíamos conversado de que estaríamos abertos para novas amizades portuguesas.
E, estando cá, fizemos amigos.
Neste final de semana, curiosamente, conversávamos sobre este assunto, pois éramos em um grupo de 5 pessoas: 02 brasileiros (quem seriam? rs), 01 argentino-brasileiro (Antonio), 01 italiana (Alessandra), 01 alemã (Melanie).
Estranho?
Pois é, dialogando chegamos à conclusão, influenciados pela larga experiência de Melanie que vive em Lisboa há quase seis anos, de que os portugueses (estes de Lisboa, é claro!) são muito integrados aos próprios grupos desde jovens e não sentem necessidade (ou não querem... ou a gente é meio "mala") de se abrirem para outros. Então, ficam fechados entre eles e, de fato, é mais difícil fazer amizade.
De qualquer forma, a nossa multiculturalidade é muito "fixe"! Heheheheh
A gente até 'habla español', 'parla italiano', 'spreekt Duits' e 'estamos a falar português de Portugal'...
Rs
Vamos voltar 'poliglotas'! Rs

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Extra, extra!

Agora é oficial, então posso contar para vocês também!

Fui convocado para ser juíz de linha na TAÇA DAVIS!!! Não é sensacional? Não! É MUITO MAIS QUE ISSO!


Para quem não sabe, a Taça Davis (Davis Cup para os "gringos") é a mais importante competição entre países que existe no mundo! E, como Portugal passou para a última fase de grupos, fui convocado pela FPT (Federação Portuguesa de Tênis)!! O desafio será contra a Bósnia, nos dias 17, 18 e 19 de setembro. Será no mesmo local do Estoril Open (Parque Nacional - Jamor).


Não sei se terá transmissão pela TV, mas no site http://www.atdhe.net/ é possível que encontrem alguma coisa... Dêem uma "xeretada" por lá...


De resto, agora é só torcer!


Beijos

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Só vendo para acreditar

Do alto de nosso cafofo na Sicília – sim, estávamos bem alto! – conseguíamos ter uma linda vista da orla marítima, bem como do bairro ao redor. Estávamos no último andar do maior prédio da redondeza, no meio do quarteirão. Melhor posição não há, inclusive para tomar vento... Mas, até chegar a ser habitável, este último andar teve seus dias de “inospitabilidade” (qualquer que seja o sentido disso). Na realidade, ele já foi tão árido quanto um trecho de deserto, e tão quente como tal.

Explico: o apartamento dos pais do Gu, em Porto Empédocle, dá direito à utilização do solário. Em outras palavras, eles têm posse do último andar do prédio, além do apartamento em si. E é uma bela área de 140 m2! No início, como disse, era inabitável: não tinha cobertura, nem nenhuma facilidade. Mas, hoje o cenário é totalmente diferente. O lugar é o mais requisitado da casa! Seu Alfonso (ou Afonso. Corrija-me Gu!) com muito bom gosto, muita paciência e com muita habilidade manual, construiu um cantinho MAIS do que agradável: uma varanda de 70m2 (!), com direito, ainda, a um apartamento com cozinha, sala, cama de casal, ducha, um vaso sanitário a “céu aberto” e todos os apetrechos. Além disso, instalou duas redes de descanso. Enfim, um cantinho para descansar e admirar a vista. E, para aqueles que gostam de reparar na arquitetura local (meu caso), era um prato cheio! Com a ajuda do Gu então, que conhece muito bem a região, foi um espetáculo! E porque espetáculo? Confiram o diálogo:

- Gu, e aquela casa enorme ali?
- Enorme? Você não viu o que era antes! Na realidade, tá vendo aquela porta e janela? Então, era só aquilo. Daí, o filho mais velho casou e adivinha?
- Aumentaram a casa?
- Isso
- O resto é fácil de imaginar...

E não era a única casa nestes moldes. Imaginem que, naquelas bandas (arrisco dizer que por toda a Sicília) é normal as famílias morarem nas mesmas casas. Qualquer cantinho serve. Qualquer cantinho MESMO!

- Tá vendo aquele apartamento ali? Reparou alguma coisa estranha em relação aos outros?
- É. Tem um cômodo mais avançado para a rua – disse eu
- Pois é. O dono fez uma sacada, de início. Sem consultar ninguém, é claro... Depois, como nenhuma pessoa falou nada, acabou por levantar três paredes e fechou. Virou um quarto!
- Isso é legal? Digo, no sentido das leis.
- Legal? Só se for engraçado...
- Caramba!
- Tem um caso famoso por aqui. Um ilustre – que de ilustre não tem nada – resolveu fazer a mesma coisa. Só que havia um poste na calçada, atrapalhando a construção da sacada. Sabe o que ele fez?
- Arrancou o poste?
- Não. Ele construiu em torno dele!! A sacada (depois, óbvio, virou um quarto) tem um poste no meio!

Imaginem ter um poste no meio do quarto/sacada (ou seja lá o que for...). A pergunta que fiz ao Gu foi: ele instalou um interruptor para desligar a luz do poste, para dormir no escuro? Não sei por que, mas ele ficou mudo e não me respondeu...

Beijos

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Os Franciacorta

De alguns anos para cá, a cultura do vinho têm ganhado muitos adeptos no Brasil, por várias (diria até infinitas) razões. Dentre os neófitos da “arte”, incluo a mim e a Cláudia. E por quê? Simples: nos rendemos às mágicas transformações promovidas pela bem-feita (tem “tracinho”?!) harmonia entre o prato e o vinho. Sempre estamos lendo sobre o assunto, experimentando novas combinações, ouvindo os “entendidos”. E o que isso tem a ver com nossa viagem? Também é simples: tudo. Basta dizer que a Europa é, também no quesito vinhos, o “Velho Continente”.



Deixando para Portugal um outro post exclusivo neste sentido (se me lembrar de escrevê-lo, é claro...), na Itália conhecemos a região da Franciacorta, que é uma zona produtora de vinhos delimitada dentro da província de Brescia. Somente nela é que se permite fazer os vinhos Franciacorta, resultado da vinificação de uvas como a Chardonnay, a Pinot Noir e a Pinot Blanc. Mas, tudo isso, só soubemos depois de uma voltinha de bicicleta, através dos próprios vinhedos...

Já fazia 2 dias que a Ve e o Gu haviam deixado a casa em nossas mãos (eles são, definitivamente, malucos!! hehe) . Eu e Cláudia iríamos dar uma volta de bicicleta, pois, de acordo com nossos anfitriões, a região é muito bonita. Sabíamos, a princípio, que estávamos numa zona produtora de vinho, os Franciacrota, mas, como nunca havíamos ouvido sobre tais vinhos, não demos a devida importância. Na noite anterior ao passeio, a Cláudia descobriu um site com um roteiro de bicicleta pela região! E não era apenas 1, eram 4 roteiros, cada qual com um nível de dificuldade e devidamente sinalizado. Pois bem, escolhemos o nosso. Bastava seguir a rua de “casa”... No início, pegamos uma subida PESADA. Empurramos até o topo para, lá, nos deparar com um desvio. Qual direção tomar? Bom, para encurtar, achamos a saída na terceira tentativa... O detalhe é que havia apenas 3 alternativas: a correta ficou para o final! Murphy (o da “lei”) está orgulhoso de nós... hehe


Depois, entretanto, fomos cercados por uma paisagem inesquecível! Passamos por vilas medievais com ruas estreitas; cortamos bosques de castanheiras enormes; atravessamos parreirais maravilhosamente bem cuidados... Ao longo de todo o trajeto as sombras das árvores deixavam o sol, inclemente nesta época do ano, do “lado de fora”. Como é de se pensar, fizemos o trajeto sem PRESSA NENHUMA.
E, assim, pudemos conhecer alguns detalhes do plantio, do cuidado e também conhecer mais sobre o vinho Franciacorta. Sensacional, não?! Nós também achamos! Quero voltar!

Beijos

sábado, 21 de agosto de 2010

O que dizem do lado de cá

Aproveitando o ensejo...

Todos sabem (ou deveriam saber) que, a partir de julho deste ano, Campinas voltou a ter voos internacionais. De início, e para nossa maior alegria, foi a TAP (transportes aéreos Portugal) quem deu o pontapé. Ou seja, estamos ligados diretamente com nossa cidade...

Tenho ouvido alguns daí dizerem que estes voos estão mais caros. Outros disseram que a procura é tanta, que não havia lugar na data que gostariam. Nem irei comentar o potencial de nossa Região Metropolitana, pois já se firmou no cenário nacional. O que gostaria neste breve post é mostrar o lado de cá! Sim, pois, o avião não poderia ir vazio daqui para aí, né?! Vejam abaixo como eles estão divulgando "nosso" aeroporto.




Beijos mil!

A primeira a gente nunca esquece

Ultimamente tenho sido muito descritivo por aqui: os últimos posts têm sido de mera descrição do que fizemos, com poucas histórias, que são o que interessa. Não é?! É! Então, deixarei de delongas...

Chegamos em Milão na madrugada do dia 30 de julho. Na manhã seguinte, seríamos "resgatados" pelo Gu e pela Ve, que iriam nos levar até a casa deles, a cerca de 1h dali. Porém, um problema logístico nos aguardava: como iríamos à Milão (o aeroporto fica longe), se não havia transporte àquela hora (apenas os taxis, que são caros...)? A resposta foi fácil: se não há solução, solucionado está! Ficaríamos no aeroporto até o primeiro ônibus, ou seja, dormiríamos lá... Eu consegui. A Cláudia não. No chão (piso frio), sem coberta, com um ar condicionado congelante, no meio do aeroporto. Enfim, bem romântico... Ficamos assim até as 5:30, quando veio o primeiro transporte. Já na cidade, foi difícil controlar o sono... Dormíamos sentados, em qualquer lugar. Coisa bonita de se ver! Mais tarde, fomos devidamente resgatados pelo casal, e conduzidos para "casa". Nem precisa dizer o que fizemos a seguir: dormimos.


Refeitos, encontramos uma bela refeição à mesa com prosciuto di Parma, polenta (super bem temperada!), pastas, peperoncini (uma delícia!) e vinho! Tudo preparado pela Verônica! Aliás, o vinho foi um capítulo à parte: quando os dois moravam no Brasil, nós os presenteamos com um vinho brasileiro para, quando na Itália, pudessem reviver bons momentos. E qual foi nossa surpresa ao ver que eles guardaram a garrafa para tomar conosco? Foi sensacional! Que carinho!! Obrigado aos dois!




A nossa epopéia (tem acento na nova regra?) só estava começando... Não tínhamos noção das paisagens da região, ainda. Os próximos dias nos mostraram que Veneza, Roma, Firenze e Assis merecem, com certeza, a visita. Mas, existem lugares poucos explorados pelos "de fora" que valeriam MUITO a pena. Na sequência dos posts contaremos.


Beijos

Um encontro e muitas histórias

No período de nossa estada na Itália, decidi (influenciada pelo meu orientador do Brasil), a me encontrar com o professor Augusto Ponzio, um estudioso da Universidade de Bari (região da Puglia, sul do país).
Após contato feito por email ainda em Portugal, com retorno positivo para um encontro em algum lugar público, já que o mês de agosto é férias em toda a Europa e a Universidade estaria fechada. Estes contatos iniciais foram feitos com a ajuda de meus amigos 'italianos' (Gu e Ve) já que 'non parlo italiano', o que foi, obviamente, declarado ao professor.
Na Itália...
No dia 10 de agosto, conforme combinado por email com Ponzio, eu precisava ligar para ele para agendar o horário e o local de nosso encontro no dia seguinte, quando de nossa chegada a Bari. Porém, tinha um problema: meus amigos estavam de férias e já haviam embarcado para a Sicília (onde nos encontraríamos dias depois) e eu não os teria como "tradudores".
Fiz uma "cola" em um papel com um roteiro de conversa e liguei. Tudo seguia muito bem nos primeiros dois minutos de conversa até que ele diz algo que estava fora do esquema. Rs. Daí para frente foi um tal de eu dizer "non capisco professor" e ele "blá-blá-blá-blá". Enfim, ao final, entendi que nos encontraríamos em frente à Faculdade de Língua e Literatura Estrangeira às 17h.
Chegamos a Bari e já instalados no hotel (reservado desde Portugal), usamos nosso GPS para localizarmos a tal Faculdade e... estávamos simplesmente na rua de trás!
Uns 15 minutos antes do horário previsto, tive uma ligeira 'dor de barriga'. Por que será?
Estava com frio na barriga e com medo pensando no porque é que eu me metera naquela situação, já que não era falante de italiano e o professor, de nenhuma outra língua exceto a própria... Mas, a esta altura, restava caminhar uma quadra para enfrentar o desafio.
Ah! Um detalhe importante é que o assunto em pauta com o professor era um conjunto de reflexões do pensamento de um estudioso russo, um filósofo da linguagem chamado Bakhtin. Assunto bem "simplezinho" de se conversar em português... imagine em outra língua.
Cheguei ao local e depois de aguardar uns 10 minutos (e eu já achando que havia entendido o local e o endereço errados...), chega uma mulher e me pergunta - em italiano - se eu era Cláudia, estudante que se encontraria com o prof. Ponzio. Digo que sim. Ela pergunta se falo inglês. Digo que sim, pouco. Então se apresenta e diz que, a pedido do professor, participará de nosso encontro para fazer a tradução inglês-italiano e vice-versa.
Fico estarrecida com a delicadeza e preocupação do professor (ou desespero... rs)!
"A mulher" pede que eu a acompanhe na mesma rua até nosso local de encontro. Caminhamos dois quarteirões. Ela toca a campainha em um prédio e conversa, em italiano, com Maria que nos pede para subir. Entramos no prédio e ela me diz que o professor decidiu nos encontrarmos na casa dele mesmo e que estávamos subindo até lá.
Fico surpresa em saber que ele me receberia na própria casa!
Maria, esposa de Ponzio, nos recebe e nos acompanha à sala pedindo para aguardarmos o professor. Ele chega, cumprimenta-nos, e "a mulher" vai fazendo a tradução deste começo de conversa.
Neste início, o papo girou em torno da razão de eu ter ido ao encontro dele, se conhecia suas publicações (a cada uma que perguntava, levantava-se, ia buscar um exemplar, trazia e me mostrava). Maria propõe-nos um chá gelado. Todos aceitamos.
Eu, com a dor de barriga já indo embora, percebi que conseguia compreender o professor sem que houvesse necessidade de tradução. Pedi "à mulher" se poderíamos manter a conversa em italiano e eu, perguntaria o que não compreendesse ou o que quisesse esclarecer em termos de conteúdo, em inglês.
O professor pergunta o que eu gostaria de conversar com ele e eu - com uma lista de coisas - para fazer a primeira questão, pergunto "à mulher" se ela tinha leituras de Bakhtin já que é um autor difícil e fazer este papel de "tradução" comigo não seria nada fácil. E fico então sabendo que "a mulher" é Susan Petrilli, a tradutora de todas as obras de Ponzio e que também é professora na Faculdade de Letras na Universidade de Bari. Tudo mais simples, ao menos para mim. Faço a primeira pergunta e ele fica olhando fixamente para mim e eu, por outro lado, tentando olhar para Susan.
De repente ele me pergunta se eu não falava espanhol, pois é uma língua que ele consegue entender e que ele queria entender o que eu falava ainda que precisasse do apoio de Susan. Digo que sim, um pouco.
Neste momento, de fato, começamos nossa conversa a quatro: eu, Ponzio, Susan e Maria (que é antropóloga e também professora na Universidade de Bari).
Em uma mistura de línguas, de áreas de conhecimento, de experiência e de idade, nossas palavras forma se misturando, se entrelaçando, constituindo-se em própria-alheias-próprias. Foi um diálogo riquíssimo!
Às 20h nos damos conta de que estávamos "exaustos" e que era o momento de encerrar a conversa (e eu fizera somente a primeira pergunta...).
Começamos, então, outro papo sobre a política no Brasil, o ensino superior em São Paulo, sobre viagens, sobre a Itália, sobre nossas famílias. E, antes da despedida final, pedi licença para fazer uma foto: uma de nós quatro e outra, somente com o professor e no escritório dele (me leva para conhecer, mostra sua 'pequena' biblioteca, as coleções, as caricaturas etc.).


Susan e eu trocávamos endereços de contato e o professor Ponzio traz um conjunto de livros para me presentear (de autoria dele e de Maria).
Fico lisonjeada com o(s) presente(s)!
Na despedida, o agradecimento profundo pelo acontecimento único daquele fim-de-tarde e começo-de-noite.
Susan, na saída, diz que me acompanharia porque queria que eu conhecesse um casal de sobrinhos, australianos, que estavam hospedados na casa dela de férias.
Resumo: no dia seguinte, fazemos um passeio pelos arredores de Bari a 4: eu, Fabio, Nicole e Luke. Amazing day! New friends!
No retorno a Bari, Susan nos aguarda na casa dela: tomamos um "gelato", um café, papeamos um pouco e, definitivamente, nos despedimos.
Tarde da noite, quando retornamos para o hotel depois da devolução do carro alugado no aeroporto, há um material para mim na recepção: um bilhete carinhoso e um conjunto de livros. Presentes de Susan agradecendo nossos encontros e colocando-se à disposição.
Sem palavras.
Viajar para Bari foi um acontecimento F E N O M E N A L!!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Estamos de volta!

Após 20 dias inesquecíveis, chegamos em casa! Cansados, eu com gripe, Cláudia cheia de picadas de mosquitos, mas carregados de alegria. Como é linda a Itália, do norte e do sul. Sim, pois posso arriscar dizer que são "países" diferentes. E os dois são apaixonantes! O de "cima" é mais "europeo"; o de "baixo" é mais "latino".






Fizemos coisas que numa viagem normal de turismo não se faz:

Na região de Capriolo, além dos lagos (Garda e Iseo), passeamos de bicicleta em meio a vinhedos; cuidamos de uma casa durante 1 semana (incluindo sua horta); conhecemos vilarejos minúsculos (que nem nossos anfitriões conheciam); descobrimos os vinhos da Franciacorta (um dos melhores espumantes conhecidos); fomos guiados através de uma vinícola pelo próprio dono - o senhor Ricci Curbastro; fizemos amizade com o açougueiro, dentre tantas outras peripécias.

Na cidade de Bari, logo de cara conhecemos o que é estacionar errado (se você acha que sabe o que é estacionar de qualquer maneira, venha a Bari ter algumas aulas...). Depois descobrimos os encantos da cidade velha, com seu centro histórico riquíssimo de histórias para contar! Na região de Bari (Puglia) conhecemos ainda outras cidades lindas como Tranni, Polignano a Mare, Monopoli, Alberobelo e Saveletri. Todas com um charme peculiar, que atrai pela forma de ser, e não de ter sido criada para o turismo, como é o caso de alguns lugares...

Em seguida, fomos à Porto Empedocle (Sicília), à casa dos pais do Guglielmo. Foi simplesmente apaixonante! A casa, os pais, as praias, as cidades, a COMIDA (haja comida!!!). Esta cidade fica na província de Agriggento, onde está o maior complexo de templos Gregos da Sicília - é claro que visitamos.

Na volta para casa, ainda tivemos tempo para nos surpreender com Trápani e sua vizinha Érice. Esta última, tem seu centro histórico (um dos mais bonitos que conhecemos) no alto de uma montanha. De lá, nos dias claros, consegue-se ver até a costa da Tunísia, na África!!



Por enquanto é isso...

Beijos

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Um resumo - direto da Italia

*desculpem, mas o texto esta sem acentos... culpa do teclado (e do 'tecladista', hehe) que nao se entendem. Mas sei que voces entenderao...


Estou escrevendo diretamente da Italia, onde passaremos uma temporada 'forçada' (essa foi boa...) de 20 dias. Deste total, ja passou-se uma semana. Tempo mais que suficiente para termos boas, e varias, historias.

Entao, para nao deixa-los com agua na boca, ai vai um resumo dos acontecidos:


- Chegamos na madrugada do dia 30 de julho e dorminos no aeroporto (isso mesmo...).

- Nem preciso dizer que neste dia estavamos imprestaveis, para qualquer coisa...

- No dia seguinte, fomos ao lago de Garda, conhecemos a cidade de Limone sul Garda. A noite, fomos numa festa popular de rua em Paratico.

- No domingo, rumamos para o lago d'Iseo, onde nos deliciamos na estradinha que o circunda e com suas cidades MUITO bem cuidadas. (e' o lago de Garda sem o MONTE de turistas...).

- Na segunda, conhecemos um pouco a regiao (Capriolo - cidade onde estamos - e Bergamo).

- Na terça, apontamos para Veneza, para passar nervoso... haja turista!!!

- Ontem (quarta), aproveitamos os conhecimentos locais da Veronica e fomos ao parque nacional de Naquane, onde vimos algumas das mais impressionantes inscriçoes rupestres da Europa (com mais de 6000 anos!!). Depois, visitamos uma das mais belas vilas de toda a Italia: Bienno (se voces nao conhecem, procurem se informar. E' linda!). Ainda tivemos tempo para conhecer uma formaçao rochosa rarissima, apelidada de piramide, proxima ao lago d'Iseo, e ainda curtimos a paisagem a beira do lago. Cinematografico!!!

- Hoje, visitamos, pela 3a vez, a cidade de Milao. Entramos na Pinacoteca de Brera e em todos os Museus do Castelo Sforzesco. Sobrou animo e coragem para ir ate a Basilica de San Ambrogio e conferir o corpo dele, que fica exposto na cripta...


Esperamos poder escrever algumas das historias para voces. Porem, quero adiantar uma que merece: na volta de hoje, descobrimos apos o desembarque na estaçao de trem, que nao havia onibus para chegarmos em casa... No fim, o dono da lanchonete da estaçao de trem nos deu carona... Que bom! Posso dizer que eu ainda acredito em seres-humanos!!!


Beijos