quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Marinheiro só!

Uma das atrações em Lisboa é, sem dúvida, ouvir o fado.
E há inúmeros lugares - turísticos e os nem tanto - nos quais se pode ouvir-e-ver este estilo musical lusitano.
Dentre as várias teorias existentes sobre sua origem, a que nos parece mais convincente é a que data do século XVIII. O fado teria sido influenciado pela Modinha, outro gênero de composição portuguesa. Mas, somente em finais do século XIX é que o 'fado do marinheiro', um cancioneiro popular, passa a ser conhecido pelas ruas de Lisboa:

Fado do marinheiro

Perdido lá no mar alto
Um pobre navio andava;
Já sem bolacha e sem rumo
A fome a todos matava.

Deitaram a todos as sortes
A ver qual d'eles havia
Ser pelos outros matado
P'ró jantar daquele dia

Caiu a sorte maldita
No melhor moço que havia;
Ai como o triste chorava
Rezando à Virgem Maria.

Mas de repente o gageiro,
Vendo terra pela prôa,
Grita alegre pela gávea:
Terras , terras de Lisboa

De lá para cá, o fado cantado pelo e/ou pela fadista e acompanhado pela guitarra portuguesa ou tradicional, se configurou em um símbolo nacional, mas fundamentalmente, uma marca de Lisboa, Porto e Coimbra, lugares que têm estilos próprios de cantar-tocar o fado.

Eu e Fabio fomos umas quatro a cinco vezes em uma Tasca ouvir o fado e gostamos imenso! A tasca é uma espécie de "buteco" onde há uns poucos aperitivos e imperial (chope) ou cerveja bem gelada e outras bebidinhas, e, em geral, a partir das 21h, há pequenas apresentações de fado com gente de todo tipo - profissionais e amadores (incluindo aqui o público). Este tipo é conhecido como "Fado Vadio". Dá pra imaginar por quê?


Beijossss

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sempre dá certo

Ontem foi um belo dia. Belo, pois, vimos o sol (o frio e chuva já estão tomando a maior parte do tempo). Mas, ao final da tarde, tivemos uma "surpresa".

Mostrávamos o apartamento para uns amigos, quando, por descuido, fechamos a porta com a chave para dentro. Mas, e daí, diria um de vocês: basta abrí-la... Pois é, não é tão fácil assim...

Aqui, a maioria, se não todas as casas, possuem trancas. Isso mesmo: trancas! E, ainda por cima, nenhuma delas possui maçaneta (reparem na foto abaixo que há apenas o puxador do lado de fora). Ou seja, se a chave ficar para dentro, o chaveiro fica feliz! E como fica, pois, por um serviço desses cobram de 50 a 100 euros (depende do humor dele...).


E aí, o que fizemos?

Os amigos para quem estávamos mostrando o apartamento nos ajudaram a procurar um chaveiro (não tínhamos nenhum na nossa agenda. E mesmo se tivéssemos, não adiantaria: nossos telefones estavam dentro de casa...). Iniciamos a busca perguntando ao dono do café em frente: seu Fernando anotou num papel o telefone de um. Ligamos e, em resumo:


- Estou - atende o chaveiro.
- Boa noite. Por gentileza, o sr. poderia abrir uma porta agora?
- Ó pá. Agora não posso. Só amanhã...

E assim foi com mais um ou dois... Vendo nosso "desencanto", o seu Fernando disse que os Bombeiros fazem este tipo de serviço também. E, mais impressionante, nós mesmos poderíamos fazê-lo!

- Como assim?
- A porta está trancada ou só fechada? - perguntou ele.
- Só fechada.
- Então, com uma radiografia (chapa de raio-X), é possível abrir a porta.
- Ah! captei a ideia! É só colocar na fresta da porta e forçar o trinco! Valeu seu Fernando!

E, assim, a procura deixou de ser por um chaveiro: passou para um raio-X. Ligamos para o Antonio (nosso vizinho) que não lembrava se tinha. No veterinário, que ainda estava aberto, não havia. Nossos amigos, que vieram conhecer o apartamento, não tinham. O pessoal do café que frequentamos, também não... Nem na farmácia. Nenhuma clínica por perto. Nem ninguém... Foi aí, quando estávamos quase desiludidos, que nos liga a Alessandra (esposa do Antonio) dizendo que encontrou uma. Oba!

Pegamos e viemos tentar. Seguiram-se trinta minutos, e nada.

- Se fôssemos ladrões, morreríamos de fome - disse eu para a Cláudia

Com certeza devido ao barulho no hall, nossa vizinha de frente abre a porta e pergunta se precisamos de ajuda. Explicamos o que estava acontecendo. Tentou achar alguma solução também - até emprestou a chave - mas nada... Agradecemos. Continuamos tentando, ainda com o raio-X emprestado pela Alessandra (que na verdade era do Antonio). Foi quando a mesma vizinha abre a porta e oferece uma toalha americana de plástico (ou parte dela, pois havia cortado ao meio).

- Foi o que achei de mais próximo a um raio-X. Acho que dará certo...

Olhei para a Cláudia, que correspondeu. Acho que vai! E... foi!!! Depois de quase uma hora tentando (ou mais, não sei...) conseguimos abrir a porta.

Ligamos para todo mundo. A vizinha em frente ficou feliz. O Antonio e a Ale também. O pessoal do café, que havia emprestado até um cartão de crédito (vencido) para tentarmos forçar a porta, também ficou.

E hoje pela manhã, depois da "tiração de sarro" (óbvio), soubemos que o Antonio vai precisar da radiografia dele. Mas nós (vocês incluídos), já sabemos que não terá retorno. Tomara que ele não fique muito bravo... rrssssss

Beijos


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Metade de meia é...

Todos os nossos “hóspedes” conheceram Lisboa. Quer dizer, quase todos... Mas, a maioria não se arrependeu de deixar-se levar pelas ruas, avenidas, lugares e cafés que íamos apresentando, em meio à conversa farta e descompromissada. Em nosso último giro “turístico” pela cidade, fomos até o Castelo de São Jorge para “apresentá-lo” à Márcia, pois ela não poderia voltar sem conhecê-lo. Como fizemos com a Camila e o Thiago, deixamos ela curtir tranquila o interior das muralhas “mais que medievais” e ficamos aguardando ao lado de fora.

É claro que não ficamos “plantados” no portão. Ficamos vagando, sem direção, por entre as ruazinhas estreitas e sinuosas do bairro. Sempre atentos aos mínimos detalhes, notamos que naquela região existem muitos passarinhos em gaiola. Geralmente periquitos. Em um lugar ou outro encontramos gatos e pombos (toda a Europa que conhecemos é povoada por gatos e pombos). Mas, antropológica mesmo, é a experiência dos varais – e escrevo isso pensando na Rosaura. Ah! os varais. Aqui em Portugal, e na Itália (exceção à algumas cidades grandes), os varais fazem parte do dia-a-dia. Imaginem no Brasil, em qualquer centro de cidade, ter à altura dos olhos as roupas de alguém estendidas na janela!? Peças íntimas incluídas!! O costume é esse nestas bandas...

E foi assim que, entre os passarinhos engaiolados e gatos ariscos, a Cláudia percebeu uma preciosidade. Raríssima! Um mini-varal, parecendo "meio" improvisado, exibia um lindo par de meias. Rotas!!!

Já havia avançado mais que ela. Alcancei o final da rua quando, lá de trás, ouço: - Sorry! A voz era da Cláudia... Sorry?? Não entendi...

Ela me explicou minutos depois:

- Poxa, bem na hora, o cara abre a porta.
- Que hora?
- Eu liguei a máquina, fiquei acertando o ângulo e quando apertei o botão, ele abriu. Fui pega em flagrante: estava tirando a foto da meia! Ficou horrível!
- Deixa ver, disse eu. Ah! Vai para o blog!!

E assim foi... E assim veio...

A foto, de meia-meia (entenderam?!) e do dono “intrometido” está aí...


domingo, 21 de novembro de 2010

A foto diz tudo

Quase no final da estadia da Márcia, fizemos alguns encontros com a Alessandra e o Antonio. Acho que dois foram na casa deles. E um, o último, foi em casa. Mas, nesta oportunidade, só as mulheres se divertiram... Não sei por que.



Brincadeiras à parte, todos nos divertimos. E muito!
Os dois (a Ale e o Antonio) são pessoas maravilhosas. Agradecemos muito a eles estarem sempre ao nosso lado.

Beijos

Uma quase epopeia


Nem sei por onde começar... Tivemos tantos episódios nesta viagem com a Márcia que estou até agora "embaralhado" nas ideias. Talvez, começar pelo que mais me impressionou. Vou tentar...


Para variar, este que vos escreve estava de "bagagem" (mala, não!!) na viagem da Cláudia e da Márcia. O objetivo principal era o congresso em Málaga, Espanha. Estava agendada desde o primeiro semestre e, talvez por isso, não demos (ou eu não dei) tanta importância para o local/região. Verdade é que, como de costume, alugamos um carro para poder ter um pouco mais de liberdade. Dias antes, num encontro da Cláudia com seu co-orientador (o orientador aqui em Portugal), soube que seria "uma pena", já que estaríamos na Andalucia (Espanha), não passarmos por Córdoba e Granada. Além disso, poderíamos também ir à Mérida (Extremadura), uma cidade "mais romana que Roma". Adivinhem o que fizemos? Conhecemos todas (e mais algumas)...
Antes de Málaga, conhecemos Mérida e Córdoba. Cidades fantásticas, que eu gostaria de ir novamente. Em Mérida pode-se conhecer as ruínas do "Coliseu" e do teatro romano, ambas na mesma área - os romanos eram organizados! O Coliseu está praticamente, em ruínas. Mas o teatro é impressionante: pode ser usado a qualquer momento!

Teatro romano em Mérida - dá para ver a gente?


Já em Córdoba, dormimos no pior albergue da juventude que conhecemos em todas as nossas andanças. Mas, havia algo de bom: localização. Estava no meio do antigo bairro judeu (a Judiaria), com suas ruas "tortas", becos estreitos e sem saída. Enfim, visitamos várias vezes o mesmo lugar (mesmo sem querer fazer isso, pois nos perdíamos de vez em quando...). Para compensar, a Mesquita-Catedral estava a dois quarteirões. Não consigo, por mais que tente, descrever o que é aquilo! Basta, apenas, descrever um "acontecido": no seio da Mesquita, majestosa com seus mais de 800 arcos bi-colores, foi construída uma igreja. Resultado? Uma herança arquitetônica, antropológica e religiosa magnífica!

Mesquita-catedral de Córdoba - seus arcos bi-colores


Quanto à Málaga, não posso deixar meu fervoroso testemunho quanto ao seu passado: os prédios históricos foram deixados de lado em favor do evento (sim, participei do congresso também!). Existe uma Alcázaba (forte) no ponto mais alto da cidade que pode ser visitada, além da Catedral e outros pontos que devo desconhecer. O que posso dizer é que conhecemos o museu Picasso (Málaga é a cidade natal dele), e gostei do que vi (não sou nenhum crítico de arte. Nem quero ser...). A praia mais perto do centro lembra muito as nossas: faixa de areia extensa, com várias barraquinhas na areia, árvores. Um local que gostei muito foi o jardim (praticamente botânico, dada a variedade de espécies) próximo ao centro da cidade: é enorme! De qualquer forma, tive a sensação de que Málaga guarda seu passado com muito "carinho", mas, por outro lado, é uma cidade MUITO "para frente". Gostei.


Não sei se por obra do acaso. Fato é que o mais impressionante da viagem (pelo menos para mim), ocorreu no final. E foi em Granada. E foi na La Alhambra (que significa a Vermelha). É um complexo palaciano, que encerra uma constelação de locais interessantes. Como, por exemplo, o Palácio Carlos V e, a jóia da coroa (na minha opinião), o Palácio Nazaries. Este é fruto da arquitetura islâmica, e ostenta todos os meticulosos detalhes dos ornamentos nas paredes, nas janelas, nos jardins... Poderia-se perder todo o dia neste complexo, mas, por normas da mantenedora, o ingresso vale apenas para meio período: manhã ou tarde. Ah! detalhe: tem hora para se entrar no Palácio Nazaries. Ela vem escrita no ingresso e, se deixar passar, não entra!!

É, simplesmente, fantástico!!


Palácio Nazaries - Jardim interno



Beijos

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Resumo dos últimos acontecimentos - XXII

O silêncio do blog evidencia que estávamos fora. E não só fora de casa, como fora do país... Como adiantou a Cláudia no post abaixo, fizemos uma "incursão" pela península Ibérica para, em Málaga, participar d'um congresso sobre Educação.

Saímos de casa com 2 dias de antecedência ao início do congresso - estávamos de carro. É claro que já havíamos planejado uma rota "totalmente alternativa" para irmos ao ponto "final": passamos por Elvas (ainda em Portugal), Mérida e, depois, Córdoba. Chegamos no domingo à Málaga, cidade natal do Picasso e, por que não mencionar, do Antonio Banderas... Ah! e da pimenta malagueta, claro... Acabado o congresso, na quarta-feira rumamos à Granada e também aproveitamos para ver neve na Sierra Nevada. Voltamos direto para casa, parando apenas em Monsaraz (já em Portugal).

E cada vez mais me convenço de que, apesar das grandes cidades terem seu glamour e pontos de interesse (exemplo: Roma, Veneza, Barcelona, Paris etc...) o grande "barato" da Europa são as cidades pequenas, as vilas medievais, os caminhos estreitos. Locais onde o comércio-a-qualquer-preço não chegou (nem chegará). Onde as ordas de turistas-descompromissados (aqueles que jogam lixo na rua e cospem na calçada) nem sequer ouviram falar. Nem querem...

As muralhas-fortalezas que ainda circundam o centro histórico destes locais, onde moram os nativos, são, além de charmosas, um símbolo de resistência contra o mundo do "faça-tudo-rápido-e-compre-qualquer-coisa". Ainda bem!!

Não percam os próximos capítulos...

Beijos

domingo, 7 de novembro de 2010

Uma fotografia e nada mais

Para aqueles que 'ainda' não sabem, estamos nós - eu, Fabio e Márcia (nossa hóspede) - em viagem desde a última sexta-feira. Saímos de Carcavelos em direção a Málaga, na Espanha. A razão da viagem é minha participação em um congresso...


Mas, o motivo deste post é outro!


Estávamos nós, na histórica cidade de Mérida (já na Espanha), onde ficamos por uma noite. Passeávamos pelas ruas do centro histórico e nos surpreendíamos com tantas paisagens a ver sendo, a cada passo, envolvidos pelas marcas 'romanas' naquele lugar.


Em uma delas, paramos para admirar e... fotografar!


De repente, acontece uma cena inusitada: Fabio admirava, Márcia fotogravafa e eu testava diferentes jeitos de fotografar tudo aquilo. Em meio a isto, chega um grupo com uma guia turística e "nós" ainda insistimos e ficamos um pouco mais.


Termino de fotografar e dando alguns passos (de costas) para trás em direção ao Fabio e à Márcia, paro e mostro minhas tentativas frustradas, mas destacando que a última parecia-me um pouco melhor. Ambos se aproximam, abaixam, olham e me respondem em espanhol que a foto estava boa. Isso mesmo, em espanhol!



(esta é a foto!)



Eu, estranhando a voz, olho para 'os dois' e descubro que não eram Fabio e Márcia: era um casal do grupo de turistas!

Olho ao redor e vejo os dois - Fabio e Márcia -, afastando-se rapidamente da cena e simplesmente morrendo de rir.

Peço desculpas, afasto-me, ouço o casal rir e vejo Fabio e Márcia passando mal de tanto rirem...

Imaginem a cena!

Rimos o resto da noite desta história!

... quem quiser aumentar um ponto, que conte outro conto.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Vamos à bola?

Quem conhece a mim (Fabio), sabe que minha preferência esportiva não é o futebol... Mas, confesso que estou mais "antenado" neste esporte - não fanático, é claro! E, no começo desta semana, fui gentilmente convidado pela Inez - uma amiga que fizemos por cá, "trazida" pelos mesmos propósitos da Cláudia - para acompanhar seu filho a um jogo de futebol. Mas não era qualquer jogo. Tratava-se de um encontro da UEFA Champions League! É claro que aceitei!

No dia 02/11, encontrei com o Pedro, e lá fomos nós ao estádio... Assentos marcados, filas organizadas, sem nenhum problema. O estádio parecia vazio. Parecia, pois, como os torcedores do Benfica (mais fanáticos que corintianos) se vestem de vermelho e as cadeiras são vermelhas, a impressão era que estava com espaço sobrando...

Tomamos consciência da quantidade de pessoas quando começou o espetáculo que, no caso do Benfica, inicia-se pouco antes do jogo: uma águia (símbolo do clube) sobrevoa toda a arquibancada, até aterrisar, majestosa, próxima ao centro do campo. Incrível! Todos se levantam e, por onde ela passa, batem palmas, criando um efeito sonoro "3D" em todo o estádio. Dá para acompanhá-la de olhos fechados!

Pois bem, começou o jogo. Atrás de nós, estava uma família inteira, com o "vovô" sendo o "chefe da torcida". Foi engraçado ouví-lo "xingar" o juíz de "vaca mimosa" e, depois que soube que éramos brasileiros, mandar um sonoro: "Boi-Tatá do Sítio do Pica-pau Amarelo"! Um senhor muito simpático, que depois se desculpou pelos "xingos", dizendo que o "benfiquismo" era aquilo mesmo: vale tudo para apoiar o time...

Intervalo do jogo. Placar: Benfica 3 x 0 Lyon. Até aqui, era uma festa.

Um detalhe interessante era o comportamento da torcida: é bem mais "tranquila". Tem até animador, para não deixar os ânimos esfriarem!

Começou o 2º tempo e, em seguida, fizeram 4 x 0. A torcida estava toda alegre! Eu, que já assistira a um jogo do Benfica (+ou- em abril), estava vendo o mesmo filme: naquela data eles fizeram também 4 x 0! Foi contra o Herta Berlim - pela Taça Europa (espécie de 2ª divisão da Champions League). Já estava pensando em negociar meu "passe" de torcedor, pois estaticamente, minha presença garante 4 gols ao Benfica, com 100% de probabilidade...
Mas, eis que o destino garantiu outros 3 gols. Mas, para o Lyon... Quase viraram!

Saímos um pouco antes do apito final. Eu e Pedro estávamos felizes: fomos a um belo jogo de bola, num belo estádio, tudo organizado e, acima de tudo, sem violência (ao nosso lado ficaram duas torcedoras do Lyon e todo mundo respeitava-as!). Ah, se fosse assim no Brasil. Quem sabe, na copa, né?!

Beijos

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Uma questão de ciclo

Quando cá chegamos, em janeiro, passamos uns dois meses em que chovia quase que diariamente, somado ao frio cuja temperatura variava entre os 6 e 10 graus e o vento interminável.


Difícil adaptação para nós brasileiros que não estamos acostumados a este frio chuvoso por tanto tempo. Sofremos um pouco.


Para mim é como se não acabasse nunca de fazer frio, ventar e de chover: o Fabio às vezes dizia "será que não vai desligar nunca esse frio (ou essa chuva ou esse vento)?". E há algo curioso, diante deste contexto que é difícil virmos a chuva "cair em pé"! Vamos tentar fotografar um dia desses pra partilhar com vocês.


Foram uns dois meses e meio e, portanto, tivemos que aprender a conviver com esta realidade: como sair de casa e molhar menos, que tipo de guarda-chuva ter (já que tivemos vários...), dias em que é melhor ficar em casa (dias de muiiittooo vento) etc. Enfim, pra quem tem como meio de transporte os pés, foi uma descoberta e tanto!


Ademais, também aprendemos nestes dias úmidos, frios e escuros a aproveitar o que ele nos proporciona: curtir a lareira da nossa casa, bebericar vinhos nacionais, experimentar queijos e embutidos, reunir alguns amigos em casa pra jogar conversa fora - e dentro!


Além de uma beleza diferente que passamos a ver na paisagem: as árvores perdendo as folhas, diferentes flores que florecem... mudam as cores, os odores e até os humores de alguns.



(observem o chão...)


Hoje, parece-nos que este momento reinicia...





(Fotos de hoje!)


...mas, diferente do início do ano, na próxima semana teremos nova hóspede pra dividir este momento com a gente!
Beijos

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Aveiro, até que enfim!

Hoje estou saudosista... Escrevi no post abaixo sobre uma das histórias acontecidas na Itália. Agora, depois de algumas horas, me lembrei que esqueci, completamente, de escrever algo sobre nossa visita à Aveiro! Como assim, esquecer de escrever sobre Aveiro? Pois é, aconteceu...


Mas, há sempre tempo e, ainda aqui com a memória fresquinha (ou quase...) quero deixar algumas impressões sobre esta cidade linda!

Rias em Aveiro
Nossa primeira visita (depois de algum tempo voltamos com a Re e o Varlei) se deu por conta do encontro da Cláudia e da Adriana (que ainda estava por estas bandas) com a Profa. Idália (sobre isso, a Cláudia publicou neste blog). Chegamos, nos instalamos e fomos dar uma volta. Nosso hotel estava bem no centro, ao lado do mercado central (de peixe), a um quarteirão da ria principal e a dois de excelentes restaurantes. Melhor, impossível! E, ainda por cima, era limpinho e relativamente barato.

A cidade é muito charmosa: seu centro histórico é cortado por rias, formando um cenário único, preenchido pelos barcos típicos da região, os moliceiros, que hoje só têm o trabalho de levar turistas para admirarem seus encantos. Não é à toa que chamam Aveiro de a "Veneza portuguesa". Junto à ligação com o mar, criada artficialmente pelo homem, surge um estuário riquíssimo em fauna e flora. Dali, devido ao canal "estreito", também se pode admirar o movimento das águas durante a evolução das marés. Impressionante!


Não bastasse tudo isso, Aveiro é o berço dos famosos Ovos Moles (um doce à base de... que é envolvido por uma massa fina) que são a perdição de muitas pessoas. E cabe, ainda, menção mais que honrosa à Ílhavo, cidade vizinha, cujo museu marítimo conta algumas das histórias dos pescadores de bacalhau (a região é uma das principais), e também ao conjunto arquitetônico de Costa Nova do Prado, que têm em suas casas com listras nas fachadas, um dos mais pitorescos cenários urbanos do país.


As casas listradas em Costa Nova do Prado





Enfim, depois disso, estou com a consciência quase leve...


Beijos

É tanta criatividade!

Já falamos sobre nosso período na Itália algumas vezes neste blog, mas foram tantas as histórias! Acabamos esquecendo de publicar algumas boas. C'est la vie... Mas, ontem lembrei-me de uma. Vamos a ela:

Estávamos, eu e meu amor, em viagem pelo país da bota, nos meses de verão. Havíamos desfrutado da hospitalidade (e que hospitalidade!) de nossos amigos, que abriram sua casa para nós (loucos?!). Tranquilos, nos encaminhávamos para outra cidade - Bari - para o encontro que a Cláudia teria com o Prof. Ponzio. O meio para o deslocamento: avião. Razões: o custo total era mais baixo; a casa de nossos amigos fica ao lado do aeroporto de Bergamo. Decisão fácil...

Aqui na Europa, as companhias aéreas "low-cost" (de baixo custo) são uma febre - o que deverá acontecer no Brasil em pouco tempo. E, claro, nós iríamos em uma delas, a Ryanair. Para utilizá-las, é necessário certo cuidado e atenção, pois, sendo a margem de lucro apertada, imaginem o que fazem para ganhar dinheiro!? Cobram pela bagagem (de graça só uma malinha de mão, e de até 10Kg), pelo lanchinho, vendem quinquilharias durante o voo, vendem prioridade na fila (não há assento marcado - é de quem chegar primeiro). Enfim, é o preço que se paga (literalmente). Digo tudo isso, para que entendam o que se passou abaixo.

Aguardávamos nossa vez de despachar a mala, no saguão do aeroporto, totalmente lotado. Quando na fila à nossa esquerda:


- Próximo por favor - diz o atendente.

- Esta é minha mala, disse a passageira.

- Ela excede o tamanho e o peso permitido. A senhora tem de pagar para levá-la.

- Como assim? Ninguém avisou nada.

- Está tudo no site, onde a senhora comprou a passagem.

- Eu não li nada.


Sem querer perder tempo, e já mais que acostumado com a situação, ele lança:
- Senhora, é simples: quer levar a mala, pague. Caso contrário, não leva. Próximo da fila, por favor!
Aí, ela entrou em desespero. Não só pela situação, mas pelo valor cobrado (mais caro que a passagem). Cedendo seu lugar na fila, pois fora empurrada por outra pessoa da cia (os funcionários desta cia - Ryanair - são menos simpáticos que de outras), começou a tagarelar sozinha, ao lado do balcão. Não sei o que se passou, mas, como se uma "luz" caísse sobre ela, se calou, abaixou e...
Depois de se abaixar, perdemos ela de vista. O salão de check-in estava abarrotado, e ainda haviam várias pessoas entre nós. Algum tempo se passou, e nossa fila andando. Era quase nossa vez, quando, do meio da multidão ao lado, surge um ser gigante de gordo! Uma pera ambulante! Era nossa protagonista, exibindo sua estratégia: ela abriu a mala, pegou todas as roupas, e vestiu-as!!! Ficou imensa!
Aí, vocês perguntariam: deu certo? E, nós, responderíamos: sim, deu!! Não há nada nas regras da Ryanair que não permita isso. Ou seja, tiveram de engolir esta estratégia sui generis! Eu e Cláudia nos olhamos e mal contemos a risada (na realidade rimos mesmo...). Mas ela resolveu seu problema, é isso que interessava...


Ela ficou parecida com isso:

fonte: notícias r7 (este link, acessado em 28.out.2010)





Depois dessa, compramos uma balança. Não gosto de me fantasiar de pera todas as vezes que viajo...






Beijo

domingo, 24 de outubro de 2010

Santiago - o retorno

Não sei se já contamos, mas, de qualquer forma, vale a pena re-re-recontar...

Como bem sabem (ou deveriam saber...) nos é muito grata a recordação da peregrinação que fizemos à Santiago de Compostela. Pelo caminho, pela beleza, pelas diversidades, pela experiência, pela aula de vida que vivenciamos. E, para nossa felicidade, quando da visita da Re e do Varlei, tivemos o privilégio de refazer o trajeto, só que de carro. Não foi exatamente o mesmo, uma vez que o carro não entra em trechos que se anda a pé (é óbvio!!) e, além disso, não era esse o principal motivo da viagem. Porém, valeu demais!


O reencontro com os lugares onde estivemos, em condições totalmente diferentes, foi emocionante! Conseguimos, inclusive, passar em alguns trechos com o carro que havíamos feito a pé. Em determinado ponto, estacionamos o carro à mesma sombra que havíamos descansado durante a peregrinação. Dormimos na mesma cidade (Ponte de Lima). Entramos em Santiago pela mesma porta que utilizamos quando a pé - só aconteceu porque nos perdemos (destino?). Almoçamos no mesmo restaurante que comemos quando chegamos à Valença do Minho - depois, descobrimos que usamos a mesma mesa! Enfim, foi muito gostoso este reencontro...

Beijos

sábado, 16 de outubro de 2010

Estágio

Como sabem, estamos com familiares em casa: a Re o Varlei e o JP. Ontem, demos um descanso para os dois (Re e Varlei) e ficamos o dia todo com o pequeno. Na realidade, este foi o 2º dia que ficamos com ele o dia todo... Foi praticamente um curso intensivo para pais... Mas, com uma criança destas, tudo fica mais fácil. O video abaixo explica (só um pouquinho) o porquê...

Beijos


domingo, 10 de outubro de 2010

Um sandwiche de gente

O Hostel Ferreira & Guerra informa: são bem-vindos todos aqueles que quiserem se lançar a este lado do mar... Assim o fizeram Renata, Varlei e o pimpolho JP, e, no "intermezzo" da rodada deles por outras bandas, recebemos a Camila o Thiago e o herdeiro(a) que está no stand by... É sensacional estar com a família e os amigos!

Numa das voltas que demos, com a Camila e o Thiago, estávamos tentando achar um restaurante que merecia o repeteco (a Fer e o Doug que o digam...): beira de estrada, quase escondido, mas com um "coração" de mãe! E cozinha de vó! Muito bom mesmo! Tanto fizemos que o encontramos. Já eram quase 16h e, por isso, havia dúvida se estaria aberto. Estacionamos, descemos e vimos a porta aberta. Oba! gritaria o mais desavisado... Mas, ao entrar fomos informados que não estava funcionando... Só depois das 19h. Essa, vamos ficar devendo aos dois... Mas, quem sabe um dia.
Porém, não esmorecemos! Nunca! Fomos em busca do lugar que o pessoal daquele que estava aberto, mas não funcionava, indicou. Encontramos facilmente. E ainda estava funcionando! Comida boa, garçom (ou garçon?) simpático, até o dono veio falar conosco. Há algum tempo, tiveram um funcionário brasilieiro e lá chegam vários clientes também do Brasil. Enfim, estávamos em casa... Pouco antes da chegada dos pratos, entretanto, reparamos que ao nosso lado havia uma adega ENORME! Era a "menina dos olhos" do dono do lugar. O garçom, notando nosso entusiasmo, acendeu as luzes e, após alguns segundos, abiru a porta:

- Podem entrar!
- Tá brincando?! Podemos mesmo?
- Sim, é claro.

A seleção era praticamente de Portugal, não fosse um detalhe: duas garrafas de Rio Sol (um bom vinho brasileiro). E, acreditem ou não, nem o garçom, nem o dono, sabiam que aquelas garrafas eram brasileiras!! Até teimaram com o Thiago, que os acompanhou para dentro da adega para mostrar. Depois de constatarem que realmente eram brasileiras, desfiaram um carretel de desculpas sobre como poderiam ter aparecido por ali...Foi engraçado... A melhor delas foi sobre um amigo que mora no Brasil e vive trazendo novidades... Enfim, cada um guarda aquilo que quer (o problema é que só vai contar aos outros, mais desavisados, o que quer também...).
Dentro de tantas garrafas que lá estavam, algumas saltaram aos olhos: uma coleção de vinho do porto com mais de 100 anos! É isso aí! Mais de 100 anos. A mais antiga (que eu vi) era de 1863!! Incrível! Perguntei ao dono se ainda dava para beber. Ele, no melhor estilo europeu, disse: só abrindo. Que vontade de pedir para abrir... Mas, me contive. Não queria outra resposta europeia...

Beijos

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A lenda


Estamos há mais de 8 meses nestas terras e, até agora, não falamos de um dos símbolos lusitanos. E vocês, deste lado daí, nem notaram... Ou não quiseram nos preocupar com o fato óbvio: escrever sobre o bacalhau!



A pergunta não cala: afinal, bacalhau tem cabeça?! A resposta é surpreendente!

Mas, antes, devo avisar que este texto tem como base nossa experiência gastronômica local e, também, a visita ao museu marítimo de Ílhavo (vale a visita), além duma apresentação sobre o assunto criada por Ney Deluiz (não o conheço...), que meu tio Dario (sem acento na escrita, porém com acento na pronúncia...) nos enviou por email. Portanto, diria eu que em parte das fontes é possível confiar. Na outra, acho que também...

Voltemos. Sim, o bacalhau não só possui cabeça, como possui várias! Explico: existem vários tipos de bacalhau - segundo os entendidos existem 5 espécies! Incrível não!? E nunca havíamos visto a cara deles... Já havia virado "lenda urbana"...

Mas para chegar a isso, antes foi preciso pescá-los. E aí podemos entrar, mesmo que de "raspão", numa das mais bonitas histórias que eu conheci, a dos pescadores.

Os pescadores portugueses lançavam-se aos mares gélidos da Groenlândia e adjacências, chegando até à costa do Canadá (Noruega era fácil demais...) em embarcações que fariam os Grael pensarem 2 vezes antes de subir a bordo. As condições eram MUITO precárias. O navio se dirigia até o ponto escolhido e lançava os pescadores, cada qual num barquinho de 5 metros de comprimento (chamados Dóris), que se distanciavam à procura do bacalhau, e só voltavam cheios. Puxavam os peixes na linha, nada de rede! E, para aqueles que só andam com ar-condicionado do carro ligado, acham que consultavam a previsão do tempo antes de partirem nos seus "botes"?! Muitos não voltavam... Foram anônimos que, pelas condições e por aquilo que representam ao país, são heróis!


O museu marítimo que citei acima é uma contribuição singela à sua memória (acharão bastante informações lá). E preciso citar outro detalhe que contribui para o drama da história: não bastasse as condições de trabalho, em determinada época eles foram explorados até a última gota - sobre isso, transcrevo trecho escrito por Álvaro Garrido (veja a íntegra aqui)

"Com a criação do GANPB, a 23 de Novembro de 1935, velhos
hábitos mudaram. Depois de muitas gerações partirem para os mares da Terra Nova
e da Gronelândia, sempre ansiosos, mas com a confiança de que passariam os
longos meses de campanha no navio a que estavam habituados, entre conhecidos e
sob a orientação de um capitão que, em muitos casos, os tinha escolhido
pessoalmente para a sua tripulação, as regras alteravam-se para essa
campanha."

Enfim, uma história bonita demais.

Aos vencedores, os bacalhaus!!
Beijos

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Alguma coisa pra contar?

São muitas histórias... Muitas não!? Inúmeras!!
Imaginem que no dia 22 recebemos três hóspedes-visitantes que ficarão por 30 dias. Isso mesmo, 30 dias! São minha irmã Renata, o cunhado Varlei e nosso sobinho, João Pedro. Entretanto, quando eles decidiram viajar e fecharam a data, já tínhamos previsto receber entre os dias 02 ao dia 07 de outubro um casal de amigos - o Thiago e a Camila - que viriam de São Paulo para ficar conosco uns dias e... tivemos que "despachar" a família pra outro canto enquanto trocávamos as roupas de cama e banho.
Ufa!
Nestes 14 dias, foram muitas as histórias e as aventuras que vivemos em Lisboa, Carcavelos, Oeiras, Cascais, Ponte de Lima, Valença, Santiago de Compostela, La Coruña, Tomar, Óbidos, Sintra, Fátima...
São jeitos, gostos, interesses, vontades que nos fazem curtir estes momentos junto de gente que a gente conhece.
Estamos nos organizando com fotos, vídeos e muitas histórias, MAS MUITAS MESMO!, para partilhar com vocês!
Aguardem!!
Bjs, Claudinha

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Quanto vale uma imagem?

Confesso que estou com preguiça de escrever. Porém, por outro lado, estou com dor na consciência de não dividir com vocês nossas histórias... Sim, porque elas estão acontecendo com MUITO mais frenquencia do que as de postagens deste blog... Assim, achei uma maneira simples e rápida de dividir nossas últimas aventuras (e diminuir minha "culpa"): enviar uns videozinhos e apresentações. Genial, não!? Pois é... Espero que se divirtam.

Beijos



Ah! tem outro: as traquinagens do João Pedro.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Tardo, mas não falho...

Como devem lembrar (não faz tantos posts assim), participei do confronto entre Portugal e Bósnia da Davis Cup. Acabou neste último domingo com a vitória de Portugal (3x2), de forma tranquila até...

Quadra central do Jamor


Para quem não sabe, a Davis é o que o tênis tem de mais parecido com o futebol: a torcida é pelo país, e não pelo jogador, então imagine como ficam as arquibancadas! Se nunca foi a uma partida dessas, vá. E se depois disso realmente não gostar de tênis, então o problema é seu! Foi sensacional estar dentro da quadra. Dá para sentir a torcida empurrando o jogador, dá para sentir o frio na barriga, o nervosismo. Foi impressionante! Para quem joga, então, é um Nirvana! Não tem preço!



Foram 3 dias intensos: o primeiro jogo durou 5:15. Isso mesmo: cinco horas e quinze minutos!! (Mais alguns minutos e passaria a final de Federer e Nadal em Wimbledon que durou pouco mais de 5:30). O segundo jogo do dia durou pouco mais de 3h. Ou seja, ficamos um tempão trabalhando! Coitado do juíz de cadeira, que tem de ficar o tempo todo sentadinho... Nós, juízes de linha, alternamos de 45 em 45 minutos com outra equipe (ainda bem...). No segundo dia, seguindo o cronograma de todos os confrontos da Taça Davis, é a vez do jogo de duplas. E lá fomos nós... Mas, foi rápido: 2:30 (hehehe). Portugal abriu 2x1 na Bósnia, e dependia somente de uma vitória no dia seguinte, quando aconteceriam os dois últimos confrontos. Pois bem, no último dia nossa tarefa foi facilitada, já que Portugal venceu logo no primeiro confronto. Mesmo assim, como rezam as regras da Davis, joga-se o último, porém, as equipes optam pelos jogadores reservas e, ao invés de ser melhor de 5 sets, é melhor de 3 sets. Fomos mais cedo para casa!

Porém, assim eu pensava, quando meu amigo Luís Santos, também juíz de linha, chegou e me perguntou:

- Quer apitar um jogo exibição?
- Como assim?
- Acabo de ser convidado para apitar um jogo exibição e preciso levar alguns para ir comigo. Queres ir?
- Hoje?
- Sim, logo mais às 19h
- Ok, fechado.

E lá fui eu, sem saber nem onde seria o evento, ou melhor, sem saber nada, a não ser que tratava-se de um jogo de exibição...

Quando chegamos é que vi o tamanho da "encrenca"! Estávamos num evento empresarial d'uma marca de cosméticos (Oriflame), cheio de "quere-que-quê", garçons pra tudo que é lado, comida à vontade, e jogo de tênis rolando solto. Tratava-se de um "campeonato interno" de duplas, onde os vencedores teriam como prêmio jogar com duas jogadores profissionais. Bacana, né? Eu achei também. Aí seguiu-se:

- Luís, quanta pompa, não?

- Você não viu nada. Tá vendo aquela mesa ali?

- Quanta gente em volta? O que é?

- Pois é. As tenistas profissionais estão ali. ´

- Mas precisa de tudo isso?

- São a Wosniacki e a Jankovic

- Ah! Precisa sim, é claro - disse eu.

Para quem não as conhece, apresentá-las-ei: Wosniacki (Caroline) é a atual nº 2 do mundo e a Jankovic (Jelena) é ex nº1 do mundo. Entenderam? Preciso explicar mais alguma coisa?

Da esquerda para a direita: Wosniacki, Luís, Ana, Eu, Jankovic

Depois, soube que a Oriflame (empresa dona do evento) é um dos maiores patrocinadores da WTA (associação feminina, o mesmo que a ATP para o masculino) e, por isso, elas estavam ali. Um detalhe importante é que NINGUÉM sabia que elas estavam ali, a não ser quem estava ali (é claro!!!). Ninguém mais. Nem o alto comissariado da ITF (federação internacional de tênis), que estava a menos de 10km do evento, sabia disso! Sensacional, não? Também achei... A exibição não era bem exibição... Foi um jogo de duplas, com uma delas de cada lado e os vencedores do campeonto compondo a dupla. Nem precisou de mim e da Ana, que fomos lá para ajudar, e acabamos só assistindo. A Ana, cara-de-pau, ainda pegou uma bolinha e foi pedir autógrafo para as duas. E conseguiu!

Como já dissemos: acontece cada uma conosco desse lado do mar...

Beijos

sábado, 18 de setembro de 2010

Extra! Extra!

Eu e Fabio estávamos, desde o início, com muitas dúvidas se deveríamos ou não publicar este assunto no blog.
Decidimos fazê-lo, porém antes apontando algumas ressalvas. Estas referem-se ao jeito de pensar português.
Convivendo com os lusitanos, observamos que, de fato, o modo de pensar é mesmo diferente do nosso, brasileiros. O povo português é literal na interpretação dos assuntos variados (em particular aqueles que pressupõem duplo sentido), na tradução de verbetes e expressões de outra língua, na orientação no trânsito, em comunicados de interesse geral à população, nas propagandas etc.
Pra muitas coisas passamos a concordar com eles, por mais absurdo que possa parecer para a nossa lógica brasileira.
E com isto, aprendemos a respeitar o jeito lusitano de pensar.
Entretanto... há algo que, conversando com nosso amigo português, o André, de fato os portugueses ainda têm muito o que aprender: as propagandas.
Decidimos partilhar com vocês algumas imagens e ideias que circulam pelas ruas de Lisboa.

Slogan do Aeroporto Internacional de Lisboa...

Outdoor com propaganda de desodorante...

Propaganda no jornal de uma agência de turismo...


E, a divulgação em um supermercado, do horário de funcionamento (fica uma placa no lado de fora do estabelecimento):


E, uma curiosidade interessante (ou seria uma interessante curiosidade) em muitas placas espalhadas pelas ruas:

Placa em rua da freguesia de Carcavelos
São jeito de pensar. Diferentes.
Bjs

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Quem sumiu?

Algumas pessoas - umas poucas, pra falar a verdade - nos perguntaram nestas últimas duas semanas sobre o nosso "silêncio" no blog.
Por causa da pergunta, parei para pensar e pensando, cheguei a algumas razões e resolvi partilhá-las vocês.
Uma delas é que já estamos com frio na barriga porque falta 'pouco tempo' para irmos embora e estamos ainda mais imersos nos acontecimentos de nosso dia a dia nestas terras lusitanas.
Outra é que não estamos recebendo emails nem comentários no blog e ficamos nos perguntando: 'o que será que acharam desta história?', 'será que alguém leu?', 'fulano ia gostar de ler isto...' Mas, temos ficado sem saber... POR FAVOR, enviem emails, posts no blog, carta, cartão postal, telegrama e até sinal de fumaça pra dizer que não esqueceram da gente!!!!
Ainda outra razão é que recebemos a grata surpresa há uns 15 dias atrás ao chegar o cartão de residência do Fabio (aquele que levamos meses e meses para conseguir oficializar o pedido junto à SEF, lembram-se?), de que ele tem autorização para trabalhar. Descobrimos que houve uma mudança na legislação e as pessoas que se enquadram no 'reagrupamento familiar', podem trabalhar. Imaginem saber disto agora, faltando 4 meses pra irmos embora... Ele enviou CV para alguns lugares - na verdade pra vários - e teve duas experiências de algumas horas, que deixarei pra ele mesmo contar.
E, por fim, uma última razão é que agora começo, de fato, a escrever a tese. Até agora estudei muito, escrevi artigos, participei de eventos, me encontrei com muitos professores e estudei-escrevendo. É chegada a hora de dar 'cara de tese' a tudo o que produzi... Outro frio na barriga.
No mais, estamos na expectativa de chegada de nossos próximos hóspedes.
Sim! Teremos hóspedes em breve!!
Daremos notícias.
Bjs